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Agropecuária de Aguaí surpreende e cria 1.060 empregos em junho e julho

Agalmo Moro Filho

A agricultura de Aguaí neste ano retomou a força que sempre teve na economia local e gerou 1.060 empregos com carteira assinada nos meses junho e julho, sendo 750 empregos em junho e 310 em julho. Os dados são do CAGED, do Ministério do Trabalho.
Os números do emprego agropecuário de Aguaí ficam bem acima dos registrados nos últimos anos. No ano de 2013, nestes mesmos meses, foram criados um total de 156 vagas; em 2012 foram 99; em 2011 foram 390 vagas e em 2010 o total de vagas criadas foi de 401.
Esses números mostram o quanto foi difícil o ano de 2013 para a agricultura aguaiana, o que gerou problemas nos outros setores econômicos da cidade, como comércio e serviços.
Esses empregos gerados em 2014 podem ajudar a economia de Aguaí nos próximos meses a melhorar uma crise vivida, a exemplo do país, que viu seu PIB encolher nos últimos meses. A economia brasileira teve forte retração no segundo trimestre, indicam dados divulgados pelo Banco Central no dia 15 de agosto. Criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) registrou queda de 1,2% entre abril e junho, na comparação com o trimestre anterior. Foi a maior contração desde o primeiro trimestre de 2009 (-2,67%).
Os mais de mil empregos com carteira assinada criados em Aguaí injetam, somente em salários, mais de R$ 1 milhão ao mês na economia da cidade. A conta aumenta quando se considera o montante total que a safra gera de divisas para a cidade que é uma das maiores produtoras agrícolas do estado de São Paulo, conforme já mostrou o Correio.
Contando todos os setores da economia, entre os meses de janeiro e julho, foram criadas no município de Aguaí 1.236 vagas de emprego. No período ocorreram 3.270 admissões e 2.034 demissões. O número de empregos formais em janeiro de 2014 era de 7.061.

 

Comércio demite em 2014

O município de Aguaí criou nos primeiros sete meses deste ano 1.236 vagas de empregos formais, que em quase sua totalidade estão na agropecuária.

O resultado pode ser um alento aos aguaianos, que têm sofrido com um cenário econômico retraído, porém, quando se analisa a criação de vagas por setor, um dos dados chama a atenção: as demissões no comércio.
O setor de comércio, que pode ser considerado um termômetro da economia e que tem ganhado bastante força na cidade nos últimos anos, fechou 41 vagas de emprego em 2014.
Já o setor industrial, está zerado no quesito vagas, e está com o mesmo número do início do ano.
A administração pública registra 109 novas vagas até o mês de julho, enquanto o setor de serviços – que tem recebido impacto da construção da fábrica da Unilever -, criou 66 vagas. A construção civil abriu 25 vagas de emprego entre os meses de janeiro e julho.
Se é que pode haver um alento, o fechamento de vagas no comércio de Aguaí é também um fenômeno que aconteceu em todo o país. Conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo em 11 de agosto, a desaceleração nas vendas do comércio que bateu forte no varejo especialmente na época da Copa teve impacto negativo no emprego do setor. De janeiro a junho, as lojas mais demitiram do que contrataram em todo o País. E o cenário ruim deve persistir até o final do ano, prevê o setor. O primeiro semestre fechou com um saldo de vagas formais negativo em 83,6 mil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
“Não foi só a indústria que demitiu mais que contratou nos últimos meses, mas o comércio também. O varejo está devendo bastante: 83,6 mil vagas. Foi o pior resultado do saldo de postos de trabalho do setor desde 2007 para um 1º semestre”, observa Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

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