Categorias
Notícias

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito Gutemberg e mais dois ex-diretores

A Justiça de Aguaí determinou o bloqueio de bens até o valor de R$ 156 mil do ex-prefeito Gutemberg de Oliveira, do ex-diretor de Saúde Roberto Carlos Borin, do ex-diretor jurídico Antônio Luciano Garzão, das empresas e seus sócios Nogueira e Nogueira Júnior Ltda EPP, Pátio Brasil Frotas de Veículos Ltda e membros da comissão de licitações à época.
O bloqueio foi feito no processo movido pela Promotoria em função da terceirização do transporte de pacientes realizada pelo ex-prefeito em 2010. A promotoria entrou com a ação de improbidade administrativa com enriquecimento ilícito. O contrato foi cancelado após o Tribunal de Contas de São Paulo apontar que ele estava superfaturado em mais de 250 % e a promotoria já dar início às investigações que culminaram com a ação. NO entanto, o valor de R$ 156 mil já havia sido repassado à empresa terceirizada.
À época da terceirização, o Correio mostrou que o polêmico procedimento, que gerava protestos, e pretendia afastar dos cargos todos os motoristas da prefeitura em um período sem remuneração, era suspeito e geraria prejuízo ao município.

Relembre
A terceirização do transporte de pacientes que foi efetuada pelo prefeito Gutemberg de Oliveira poderia ter gerado um gasto de até R$ 2,9 milhões aos cofres da prefeitura municipal no período de um ano e o valor correspondia a praticamente o dobro do que foi gasto pela prefeitura no ano de 2009 para o transporte, que estava dentro dos parâmetros de outras prefeituras.
Na época da terceirização o prefeito fez pressão para que os motoristas concursados da prefeitura pedissem licença sem remuneração e afirmava que eles iriam ser contratados pela empresa. Porém, à época, imaginava-se que o prefeito nem sabia qual seria, uma vez que teria que haver uma licitação, portanto, quem ganhasse teria total direito de fazer o que bem entendesse de sua empresa e contrataria quem quisesse.
A prefeitura pagou à empresa terceirizada R$ 2,29 por km rodado. O valor mostra o quão prejudicial foi a empreitada de Gutemberg. Para se ter ideia, na mesma época, a cidade de Taquari-RS, que tem pouco mais de 27 mil habitantes, pagava R$ 0,90 o km rodado. Caçapava do Sul-RS, que tem pouco mais de 32 mil habitantes pagava R$ 1,37 pelo km rodado.

Milhões
Segundo o Tribunal de Contas, a terceirização estaria superfaturada em mais de 250 %, o que causaria um superfaturamento de R$ 6 milhões, em um contrato que poderia chegar a um gasto de R$ 9 milhões no mandato de Gutemberg.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.