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Aguaí apresenta bons números do PIB entre 1999-2011

Agalmo Moro Filho

O Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados divulgou no final de dezembro uma nova edição do levantamento sobre o PIB dos Municípios. O estudo deste ano abrangeu os dados de 2011, e mostra que Aguaí apresentou crescimento em todos os setores, inclusive o industrial e o agropecuário, sendo que o industrial sofreu forte baque com o fechamento do curtume da JBS em agosto de 2011 e o agropecuário sofre grandes oscilações em função das variações dos preços dos produtos do setor.
O PIB – Produto Interno Bruto de Aguaí, que é a soma dos bens e serviços produzidos no município foi de R$ 693 milhões em 2011, diante de R$ 609 milhões gerados em 2010.
O PIB aguaiano pode ser considerado alto, e que gera uma renda per capita que é das mais altas da região quando comparada com as cidades de mesmo porte. Em 2011, a renda per capita aguaiana foi de 21.370,02. Caconde, por exemplo, registrou R$ 13.670,16, Vargem Grande do Sul, R$ 13.793,10. Já consideradas cidades mais ricas como São João da Boa Vista e Mogi Guaçu, apresentam renda de R$ 25.325,30 e R$ 22.747,87. Casa Branca, também com forte produção agrícola tem renda per capita de R$ 22.536,32.

Comparativo
O Correio de Aguaí também comparou os dados e calculou o crescimento de algumas cidades da região (conforme mostra o quadro na página ao lado).
O comparativo utiliza os dados já divulgados pelo Seade, que compreendem o período de 1999 a 2011.
O crescimento é calculado em números absolutos, exatamente como são divulgados pelo Seade, não sendo descontada a inflação do período.
Os dados mostram que Aguaí teve um crescimento na indústria maior que Mogi Guaçu, Casa Branca, tendo sido superada em pouco por São João da Boa Vista. Já a agricultura aguaiana cresceu o dobro de São João e Casa Branca e mais de três vezes em relação à Mogi Guaçu.
Quanto ao PIB total, entre estas cidades citadas, Aguaí obteve o segundo maior crescimento entre 1999 e 2011, com 259 %, enquanto Casa Branca cresceu 263 %, Mogi Guaçu 144 % e São João 207 %.

Oscilação
Com uma agricultura muito grande, a cidade de Aguaí sofre com a variações dos preços que são pagos aos produtores, o que certamente reflete com força na conjuntura econômica da cidade. Para se ter ideia do quanto de dinheiro a mais, ou a menos circula na cidade conforme os preços agrícolas, basta observar o valor agregado da agropecuária. No ano de 2007, com bons preços, o PIB do setor em Aguaí foi de R$ 281 milhões, o que representou 42 % do PIB aguaiano. Valor que chegou a R$ 81 milhões em 2009, com a crise na agricultura, e que representou 17 % do PIB de Aguaí, que registrou queda. Em 2011, a agropecuária chegou a 22 % do PIB da cidade.
Assim, pode-se observar que as variações de faturamento na agropecuária levam à retirar ou acrescentar, até R$ 200 milhões em circulação no município de Aguaí a cada ano.
No final deste ano, o Seade apresenta os dados de 2012, em função dos baixos preços na citricultura e na cana de açúcar devem mostrar que o setor mais uma vez “perdeu” participação no total da economia.

Expectativa
Uma grande incógnita se abre hoje na cidade em relação a como reagirá a economia da cidade com a entrada em funcionamento da nova fábrica da Unilever.
É certo que o PIB industrial dará um grande salto, e deve se multiplicar, uma vez que algumas fábricas do grupo chegam a faturar até mais de R$ 1 bilhão por ano.
Há também a expectativa da vinda de outras empresas fornecedoras de insumos e produtos, que ainda que de imediato algumas tragam praticamente tudo de fora, com o tempo é muito provável que cada vez mais os fornecedores instalem unidades na cidade, em função do tamanho da operação da multinacional em Aguaí.

tabela creciemnto 1999 2011

 

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Após alerta do Correio de Aguaí e negociação, mais um trevo será construído na SP-225

A obra de recapeamento da SP-225 que liga Aguaí a Pirassununga terá mais um trevo, que já está em construção, em frente à Estação de Tratamento de Água – ETA.
Em novembro do ano passado, após ter acesso exclusivo ao projeto da obra que está sendo executada, o Correio de Aguaí, mostrou que a obra previa apenas um trevo em frente à Paulispel, e que da maneira como estava previsto dificultaria entrar e sair da cidade, uma vez que o trecho urbano da pista será em pista dupla, com um canteiro central, e que dois trevos existentes seriam suprimidos. Eles serviriam somente para entrar na pista na direção de fluxo de trânsito, não sendo possível chegar na pista de sentido contrário, e com isso, por exemplo, um carro que saia pelo trevo próximo à ETA, em sentido Mogi Guaçu, teria que seguir até o trevo em frente à Paulispel para fazer o retorno e voltar à SP-344, que leva à São Paulo.
Com a matéria, o Correio alertou que havia a necessidade urgente de mudança do projeto e que o poder público deveria agir logo. Após o alerta, a prefeitura iniciou uma negociação para a inclusão de mais um trevo próximo à ETA, e após contato do prefeito Sebastião Biazzo com membros da secretaria estadual de Transportes, ficou acertado que um novo trevo seria construído.
O projeto original da obra, criaria um gargalo para Aguaí, que poderia custar milhões para solucioná-lo daqui poucos anos.